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A sua vacina da febre amarela e de sua família estão em dia?

  • Data: 14/Jan/2020

A coordenação geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde tem orientado as Secretarias de Saúde quanto à vacina da febre amarela (atenuada) nas áreas de recomendação de vacinação e atualização das indicações da vacina no Calendário Nacional de Vacinação, sendo que:

- a população em geral até 59 anos e sem contraindicações deve receber a vacina;

- o esquema básico de vacinação para crianças em todo Brasil deve ser de uma dose aos nove meses de vida e um reforço aos quatro anos de idade; e

- se a pessoa tiver recebido uma dose da vacina antes de completar cinco anos de idade, está indicada a dose de reforço, independentemente da idade em que o indivíduo procure o serviço de vacinação.

A vacinação contra a febre amarela é recomendada para uma grande área do Brasil onde a transmissão é considerada possível, principalmente para indivíduos não vacinados e que se expõem em áreas de mata, onde o vírus ocorre naturalmente.

Neste período de férias, é importante observar os destinos de viagem e conferir se as vacinas recomendadas estão em dia e, em caso de dúvida, deve-se procurar uma unidade de saúde, levando a caderneta de vacinação.

Sobre a vacina

A vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de 95% a 99%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça, dor no corpo. Para algumas pessoas a vacina é contraindicada.

Quem deve tomar a vacina, com restrições:

- Pessoas acima de 60 anos deverão ser vacinadas somente se residirem ou forem se deslocar para áreas com transmissão ativa da febre amarela e sob prescrição médica;

- Gestantes (em qualquer período gestacional) e mulheres amamentando só deverão ser vacinadas se residirem em local próximo onde ocorreu a confirmação de circulação do vírus (epizootias, casos humanos e vetores na área afetada);

- Mulheres amamentando devem suspender o aleitamento materno por 10 dias após a vacinação e procurar um serviço de saúde para orientação e acompanhamento a fim de manter a produção do leite materno e garantir o retorno à lactação. Lactantes só devem receber a vacina se residirem em áreas de risco;

- Pessoa vivendo com HIV/AIDS desde que não apresentem imunodeficiência grave (Contagem de LT-CD4+<200 células/mm3). Poderá ser utilizado o último exame de LT-CD4 (independente da data), desde que a carga viral atual (menos de seis meses) se mantenha indetectável. Estes devem levar prescrição médica para vacinação.

Quem não deve tomar a vacina:

- Pessoas com imunossupressão secundária à doença ou terapias;

- Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticóides em doses elevadas);

- Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe);

- Transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia;

- Pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;

- Pessoas com reação alérgica grave ao ovo;

- Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

 

Imagem: Divulgação

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