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Produção, venda e exportação de veículos crescem em fevereiro

  • Data: 17/Mar/2025

Com venda interna e exportação em alta, a produção foi a maior para o mês de fevereiro desde 2019

crescimento da produção, da venda interna e da exportação de veículos em fevereiro atesta o bom momento do setor automotivo brasileiro. Com o avanço das vendas no país e exterior, a produção em fevereiro foi a mais alta desde 2019. No acumulado do ano, o volume produzido foi o maior desde 2021.

produção de veículos em fevereiro foi acompanhada pelo salto de 14,8% no volume acumulado no bimestre, também o melhor para o período desde 2012. Boa parte da alta na produção ocorreu pela recuperação da exportação neste início de ano, tendência que começou no segundo semestre de 2024.

produção de 217.361 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus saltou 23,8% na comparação com janeiro e 14,6% na comparação com fevereiro 2024.  Com 202.906 unidades, os automóveis e comerciais leves cresceram 22,5% sobre janeiro e 14,5% em relação a igual período do ano passado. Apenas automóveis foram 154.924 (mais 14,8% e 10,1%) e comerciais leves, 47.982 (mais 56% e 31,2%).

GILBERTO LEAL

Produção de caminhões cresceu quase 50% em fevereiro.GILBERTO LEAL

O segmento de caminhões saltou 49,9% com 11.970 unidades sobre janeiro e 17,8% em comparação com fevereiro de 2024. O setor de ônibus teve 2.485 unidades, salto de 37.6% na comparação com janeiro e 9,6% sobre fevereiro do ano anterior.

O resultado acumulado do ano de 392.902 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus cresceu 14,8% em relação ao mesmo período de 2024. Automóveis e comerciais leves foram 368.600 unidades, mais 15,1%, caminhões – 20,011, mais 10,5% e ônibus – 4.291, mais 11,1%.

Todos segmentos em alta

Anfavea / Reprodução

Crescimento da exportação impulsionou a produção de veículos.Anfavea / Reprodução

venda de veículos cresceu em fevereiro e no bimestre que teve o maior volume acumulado desde 2020 com mais de 356 mil unidades. Em fevereiro, a média diária de 9.248 emplacamentos subiu 19% em relação a janeiro e a venda direta saltou 39%.

A aceleração da entrega de veículos do programa Caminho da Escola e o reaquecimento do transporte municipal puxaram o segmento de ônibus.  No caso dos caminhões, o crescimento ainda decorreu das encomendas feitas durante a Fenatran.

A elevação da taxa de juros preocupa os fabricantes e poderá refletir nos números dos próximos meses. Ao contrário dos segmentos de veículos leves, caminhões dependem essencialmente de financiamento para a venda.

A participação dos veículos importados no volume de emplacamentos é destacada pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Marcio de Lima Leite, que alerta a elevação contínua da participação de importados, que neste ano está acima de 21%.

- Desde 2012 não havia uma presença tão grande de modelos estrangeiros nas vendas, e boa parte dessa elevação se deve a veículos de fora do Mercosul, em especial os eletrificados chineses -, afirmou o executivo.

 Lima Leite reiterou a necessidade da aplicação imediata do Imposto de Importação de 35% para todos, independentemente de origem ou motorização.

Venda atinge níveis pré-pandemia

GILBERTO LEAL

Picape Fiat Strada entra o quinto ano como carro mais vendGILBERTO LEAL

venda de veículos aumentou 8% sobre janeiro com 184.960 registros e mais 11,9% na comparação com fevereiro de 2024. O crescimento sobre o mesmo mês do ano passado representa o quarto período consecutivo com a venda em alta  atinge os níveis pré-pandemia.

Em fevereiro foram emplacados 174.042 automóveis e comerciais leves, mais 8,7% na comparação com janeiro mais 11,9% sobre fevereiro de 2024. Apenas automóveis foram 134.828 (mais 9,3% e mais 12%) e comerciais leves 39.214 (mais 7% e mais 11,5% ).

Os 8.867 caminhões emplacados caíram 4,7% sobre janeiro e mais 7,1% na comparação com o mesmo mês de 2024. Os 1.951 ônibus representaram mais 9,4% e o salto de 45,8%.

Os 356.208 registros do bimestre cresceram 9% na comparação com o mesmo período de 2024. Foram 334.096 automóveis e comerciais leves (mais 9%), 18.377 caminhões (mais 10,8%) e 3.735 ônibus (50,1%).

Em fevereiro foram vendidos 16.200 veículos eletrificados, dos quais, 6.000 híbridos, 5.700 híbridos plug-in e 4.500 elétricos.

O salto da exportação

Toyota / Divulgação

O Toyota Corolla Cross é exportado para mais de 20 países.Toyota / Divulgação

exportação mantive o ritmo elevado dos últimos seis meses como reflexo do comportamento dos mercados da América do Sul, em especial a Argentina, principal mercado do país. A participação do México, que despencou 25% em 2024, retornou a segunda posição com 14% dos embarques.

Argentina representou 62% da exportação brasileira no bimestre com 47.875 veículos, seguida pelo México com 14% e 11.014 unidades, Uruguai – 8% e 5.881, Chile – 4% e 3.288, e Colômbia - 3% e 2762.

Anfavea / Reprodução

A Argentina puxa a exportação de veículos produzidos no Brasil.Anfavea / Reprodução

Os 48.030 veículos embarcados cresceram 67,4% sobre janeiro e 56,4% sobre igual período de 2024. Foram 45.234 automóveis e comerciais leves(mais 63,3% e 55,9%), 2.308 caminhões (mais 126,5% e 73,7%) e 488 ônibus (mais 63,8% e 36,7%).

Em valores, a exportação corresponde a US$ 1,150.696 bilhão, mais 42,5% na comparação com janeiro.

No bimestre foram embarcados 76.718 veículos, mais 54,9%, dos quais 72.605 automóveis e comerciais leves (mais 54,9%), 3.327 caminhões (mais 70,3%) e 786 ônibus (mais 67,2%). Em valores o total acumulado de US$ 1,958.477 bilhão representa o salto de 31,9%.

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A China responde por 28% dos veículos importados pelo Brasil.Anfavea / Reprodução

Os veículos importados representaram 21% das vendas do bimestre, a maior desde 2012. A importação acumulada no bimestre é de 75.168 veículos, dos quais  35.488 da Argentina (47%), 20.825 da China (28%), 5.250 do México (7%), 4.110 da Alemanha (5%), 2.926 do Uruguai (4%), 1.786 da Tailândia (2%) e 4.789 outros (6%).

Do estoque de 252,4 mil veículos, 132,2 estavam nos concessionários e 120,2 mil nas montadoras. O estoque corresponde a 38 dias, dos quais, 20 nos revendedores e 18 nos fabricantes.

Fonte: GZH 

Foto: Fiat / Divulgação

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