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Crédito para máquinas agrícolas anima indústria, mas setor gaúcho cobra medidas estruturais

  • Data: 08/jun/2026

O anúncio de R$ 14 bilhões em crédito para a compra de máquinas e implementos agrícolas foi recebido com um misto de otimismo e cautela pela indústria do setor. Divulgada nesta segunda-feira (8) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante a abertura da Bahia Farm Show, a iniciativa busca estimular investimentos no campo em um momento de retração nas vendas de equipamentos agrícolas.

Os recursos integram o programa Move Agricultura e poderão ser utilizados na aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos, com taxa de juros de 9,52% ao ano.

Para a vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Carolina Rossato, o anúncio é positivo porque amplia o acesso ao crédito e pode ajudar a destravar negócios que estavam represados:

— O crédito ajuda a movimentar a indústria e pode contribuir para melhorar o ambiente de negócios no curto prazo.

Apesar disso, a dirigente ressalta que os efeitos tendem a ser limitados se não vierem acompanhados de outras medidas voltadas à recuperação da capacidade de investimento dos produtores rurais:

— O impacto dependerá da capacidade dos produtores acessarem efetivamente esses recursos. Para uma recuperação mais consistente, também são necessárias soluções para o endividamento acumulado após as sucessivas crises climáticas, além de linhas permanentes de investimento e segurança para quem produz.

A avaliação é compartilhada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Para o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, a nova linha demonstra apoio do governo ao setor ao oferecer condições mais competitivas do que as disponíveis atualmente no mercado:

— O juro do Moderfrota hoje está em torno de 13,5% ao ano. Quando surge uma linha com taxa de 9,5%, isso é um sinal claro de apoio ao setor. Certamente não vai mudar o humor do mercado, que segue bastante restritivo em função da baixa rentabilidade do agricultor, mas ajuda. Significa que teremos uma alternativa um pouco mais competitiva do que as linhas atualmente disponíveis.

Fonte: GZH

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