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Doença de greening expõe gargalo das mudas de citros no RS

  • Data: 18/jun/2026

A confirmação do primeiro foco da doença de greening no Rio Grande do Sul levou a Assembleia Legislativa a discutir um problema que há anos preocupa o setor: a insuficiência de mudas legalizadas para atender à expansão dos pomares gaúchos. O tema apareceu como um dos principais pontos do debate realizado nesta quinta-feira (18) pela Frente Parlamentar em Defesa da Agricultura Familiar e deverá integrar os encaminhamentos que serão levados aos governos estadual e federal.

A avaliação apresentada por pesquisadores, técnicos e produtores é que a demanda por mudas supera a oferta produzida no Estado. Com isso, muitos agricultores acabam recorrendo a material propagativo de outras regiões do país, inclusive de Estados onde o greening já estava presente. Para o setor, essa é uma das principais vulnerabilidades da cadeia produtiva e um dos fatores que exigem atenção daqui para frente.
Entre as medidas defendidas estão o incentivo à produção de borbulheiras (áreas protegidas por telas destinadas à produção de material vegetativo), a ampliação dos viveiros legalizados e o fortalecimento da oferta de mudas certificadas produzidas no Rio Grande do Sul. O objetivo é reduzir a dependência de material vindo de fora e aumentar a segurança sanitária dos pomares gaúchos.

Enquanto isso, a força-tarefa coordenada pela Secretaria da Agricultura e pelo Ministério da Agricultura segue atuando em Palmitinho, onde foi identificado o primeiro foco. Até esta semana, mais de 500 imóveis haviam sido vistoriados e 201 plantas cítricas erradicadas. Segundo os órgãos responsáveis, os protocolos de contenção estão sendo cumpridos e a situação permanece sob monitoramento.

O documento que reunirá as propostas discutidas na Assembleia deverá servir de base para a construção de uma estratégia conjunta entre governo, pesquisa, assistência técnica e produtores.

O que é o greening?

  • Considerada a doença mais destrutiva dos citros
  • Causada por bactéria do gênero Liberibacter e transmitida pelo inseto psilídeo (Diaphorina citri)
  • O inseto adquire a bactéria ao se alimentar de uma planta doente e a injeta em plantas sadias
  • Embora não represente risco à saúde humana, o greening provoca deformação dos frutos, perda de qualidade, redução da produtividade e, em estágios avançados, a morte das plantas
  • Não existe tratamento eficaz. A eliminação das árvores contaminadas é a única forma de controle


Fonte: GZH

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