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Restos de gado eram dados a jacarés após abates clandestinos em Rio Grande

  • Data: 12/ago/2026

Um dia após a prisão de dois homens suspeitos de envolvimento em um esquema de furto, receptação e abate clandestino de gado em Rio Grande, a Polícia Civil revelou novos detalhes da investigação. Entre eles está a forma usada pelo grupo para tentar eliminar vestígios dos animais abatidos: restos de bovinos eram descartados em um banhado e serviam de alimento para jacarés.

A informação foi apurada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (12), após a operação realizada na tarde de terça-feira (11) pela 9ª Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (9ª Decrab/Região Sul).

Segundo a investigação, porcos criados na propriedade também se alimentavam de partes dos animais. A estratégia fazia parte da dinâmica identificada pelos policiais durante as diligências.

Investigação começou em maio
A operação de terça-feira é um desdobramento de uma investigação iniciada em maio, quando a Polícia Civil realizou a primeira ação contra crimes de abigeato na localidade da Palma, no interior de Rio Grande.

Na nova etapa, os policiais fizeram diligências em uma área alagadiça e viram um dos suspeitos saindo de um banhado. Ao perceber a aproximação da equipe, o homem fugiu em direção a uma região de mata.

Ele foi identificado posteriormente. O outro investigado, de 49 e 58 anos, foi preso em flagrante por receptação de animal bovino. As identidades dos dois não foram divulgadas.

Descarte em banhado
Na primeira etapa da investigação, os policiais encontraram suínos se alimentando de partes de bovinos recém-abatidos. Um boi vivo também foi localizado amarrado próximo aos porcos.

O animal foi identificado e devolvido ao proprietário, que havia registrado o furto de 12 bovinos nas semanas anteriores à operação.

A apuração também apontou que partes dos animais abatidos que não eram aproveitadas eram jogadas no banhado. No local, os restos serviam de alimento para jacarés, dificultando a localização de vestígios dos abates.

Além dos animais, foram apreendidas serras, ferramentas utilizadas nos abates e carne sem comprovação de procedência.

Polícia apura destino da carne
A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e esclarecer o destino da carne obtida nos abates clandestinos.

A Polícia Civil também apura a possibilidade de que a carne tenha sido comercializada para mercados e restaurantes de Rio Grande.

Fonte: GZH

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