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Consumo insuficiente de cálcio pode comprometer saúde dos ossos

  • Data: 12/ago/2026

O cálcio é um mineral fundamental para o funcionamento do corpo humano, desde os ossos até a liberação de hormônios. Por isso, é essencial que esteja presente diariamente na dieta da população.

De acordo com Giullia Menuci Chianca Landenberger, endocrinologista da Santa Casa de Porto Alegre, 99% do cálcio do corpo humano está presente nos ossos e nos dentes, enquanto 1% é usado para outras funções fundamentais do organismo, como contração muscular e transmissão de impulsos nervosos.

Ao não ingerir a quantidade ideal do mineral, o corpo acaba transferindo-o do esqueleto para o sangue, permitindo que os processos continuem ocorrendo.

— O osso é o grande estoque de cálcio no organismo. O nosso corpo é muito inteligente, ele regula muito bem a quantidade de cálcio que tem no nosso sangue através das paratireoides, do nosso intestino, dos nossos rins. Quando um indivíduo consome muito pouco cálcio, o que o corpo vai fazer é tirar o cálcio do grande estoque que ele tem para colocar no sangue — explica Giullia.

Mas este estoque é finito. Passar muito tempo sem consumir cálcio de maneira adequada pode trazer prejuízos ao esqueleto, como o desenvolvimento de osteoporose, que pode levar a fraturas a longo prazo.

Mulheres na menopausa e adultos com idade acima de 50 anos estão no grupo em que o consumo do mineral deve ser ainda mais reforçado, em torno de 1200mg diários. Isso porque, conforme explica a médica, a perda óssea nessa fase da vida costuma ser maior:

— A nossa massa óssea faz um pico na infância até os nossos 20 anos e, ao longo da vida, a gente vai perdendo osso. Então, é muito importante preservar a massa óssea que a gente construiu quando era mais jovem.

Cálcio animal x cálcio vegetal
O consumo de leite e seus derivados é a forma mais comum de ingerir este mineral, todavia, há outras alternativas para quem não pode ou evita a ingestão de laticínios, seja por questões de saúde ou estilo de vida, no caso do veganismo.

De acordo com a nutricionista Victória Prattes, o cálcio está presente também em fontes de origem vegetal, como verduras escuras, oleaginosas e até mesmo em algumas frutas. Alguns exemplos incluem couve, brócolis, espinafre, amêndoa, gergelim, avelã e laranja.

As especialistas afirmam que o que difere o cálcio animal do cálcio vegetal, é a biodisponibilidade, ou seja, a quantidade de cálcio que o corpo consegue absorver destes alimentos.

— Quando ingerimos alguns alimentos de origem vegetal, ainda podemos ter uma boa biodisponibilidade, mas como esses alimentos apresentam pouca quantidade de cálcio, às vezes não é tão efetivo. Mas o ideal é que a gente busque diferentes fontes — explica a nutricionista.

No caso do leite e derivados, cerca de 30% do cálcio presente nestes alimentos é absorvido, enquanto em vegetais, como o espinafre, somente 5%.

— É muito importante entender que todo aquele cálcio que está ali não vai ser 100% absorvido. Quando o indivíduo não consome leite ou derivados, ele vai precisar ingerir uma quantidade muito grande de vegetais para suprir a demanda de cálcio que ele precisa — alerta a endocrinologista Giullia.

Sintomas de deficiência de cálcio
Os sintomas da falta de cálcio no organismo costumam surgir quando há algum problema no sistema de regulação do mineral no sangue. De acordo com a endocrinologista Giullia Landenberger, isso pode acontecer principalmente em casos onde o paciente fez alguma cirurgia da tireoide. Entre os sintomas agudos estão:

  • câimbras
  • formigamentos
  • fraqueza muscular

No entanto, a especialista afirma que esses sintomas não são comuns de acontecer, uma vez que o cálcio que circula no sangue é retirado dos ossos em caso de falta.

Fonte: GZH

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