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Detran estima que exame toxicológico pode aumentar prazo para primeira CNH

  • Data: 26/ago/2026

A exigência do exame toxicológico, a partir de 1º de setembro, para quem for tirar a primeira habilitação no Rio Grande do Sul pode aumentar o prazo de conclusão do processo, segundo o Detran-RS. O teste, que antes era obrigatório apenas para condutores das categorias profissionais C, D e E, agora também passa a ser exigido de quem pretende obter a CNH para motos e carros (categorias A e B).

O exame busca identificar o uso de substâncias como anfetaminas, canabinoides e opiáceos. A coleta deve ser realizada em laboratórios credenciados à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O candidato deve consultar na lista oficial quais locais atendem aos municípios gaúchos. Há casos em que, mesmo sem sede no Rio Grande do Sul, a empresa oferece pontos de coleta com envio para análise — em Porto Alegre, por exemplo. A média de valores fica em torno de R$ 130 e é estabelecida por cada laboratório.

A medida não muda nada para quem já iniciou ou vai iniciar o processo de habilitação até 31 de agosto. Nesses casos, o exame toxicológico ainda não será exigido.

Conforme o Detran-RS, a expedição da Permissão para Dirigir (PPD) só ocorrerá após o laboratório registrar no sistema federal o resultado negativo do candidato. Quem tiver resultado positivo terá de refazer o teste até obter laudo negativo.

O exame analisa o consumo de substâncias em um período retrospectivo que varia de 90 a 180 dias antes da coleta, dependendo do material biológico utilizado.

Quase 27 mil processos abertos por mês em 2026

Em 2026, a procura pela Carteira Nacional de Habilitação aumentou. O salto na procura coincide com a entrada em vigor, em janeiro, das novas regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), aprovadas em dezembro. O objetivo foi baratear a emissão do documento. De acordo com o Detran-RS, a média de janeiro a julho passou para quase 27 mil novos processos iniciados por mês.

Fonte: GZH

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