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Polícia Civil registra mais duas exonerações nesta semana e expõe o colapso da instituição

  • Data: 16/out/2026

Em razão dos baixos salários, das péssimas condições de trabalho e do abandono dos aposentados e das aposentadas, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul registrou mais duas exonerações nesta semana. Ao todo, a PC já soma 24 exonerações neste ano, um total de 184 desde 2023.

Há anos, a UGEIRM vem alertando as autoridades para o iminente colapso da instituição, que vive com um déficit de cerca de 43% a 44% no quadro de pessoal. Os baixos salários e a desvalorização da categoria, que se arrasta por mais de oito anos de governo Eduardo Leite, são a principal causa desse cenário e do alto número de exonerações.

Cada vez mais profissionais deixam a instituição para assumir cargos em outras carreiras que oferecem melhores salários e mais valorização. Para se ter ideia, em agosto, o DIEESE elaborou um estudo que mostrava que as perdas salariais dos policiais civis gaúchos chegariam a 26,4% em outubro, o que significa que o poder de compra da categoria teria uma redução superior a um quarto durante os dois governos de Eduardo Leite, que finaliza o mandato neste ano.

“Esse quadro altíssimo de exonerações é o resultado óbvio de uma política de desmonte da Polícia Civil”, afirma Fábio Castro, vice-presidente da UGEIRM Sindicato. “Os policiais civis do RS têm feito milagres, considerando o contexto de desvalorização que estamos vivendo e de arrocho salarial de anos. Estamos assistindo a polícia caminhar a passos largos para o colapso.”

Segundo Fábio, a única saída para evitar consequências devastadoras é o novo governo do Estado, que assume a partir de 2027, começar valorizar de fato seus servidores, com salários dignos, promoções, boas condições de trabalho e de aposentadoria.

“Esperamos que o novo governo, do Tenente-Coronel Luciano Zucco, não cometa os mesmos erros do governador Eduardo Leite, que trabalhou para desmontar a Polícia Civil gaúcha, assim como diversos serviços públicos que são vitais para a população”. Com informações do site UGEIRMSINDICATO.

Fonte: GZ1

Foto: Divulgaçã

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