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Campanha Setembro Verde incentiva doação de órgãos

  • Data: 24/Set/2020

Durante a pandemia de Covid-19, a doação foi dificultada – enquanto isso, mais de 45 mil pessoas aguardam por uma chance de recomeçar suas vidas na fila de espera

 

O Brasil celebra neste mês o Setembro Verde, um período dedicado ao esclarecimento da população sobre a importância da doação de órgãos. O ponto alto da campanha acontece no dia 27, quando o país comemora o Dia Nacional da Doação de Órgãos.

Embora mais de 45 mil pessoas ainda aguardem na fila de espera para um transplante, campanhas como o Setembro Verde têm dado resultados.

Nos últimos dez anos, o Brasil testemunhou um aumento significativo no número de procedimentos realizados. O país saltou de 6.426 cirurgias em 2010 para 9.212 transplantes de coração, fígado, intestino, pâncreas, pulmão e rim em 2019 — um incremento de 43,3%.

Mas a pandemia de coronavírus impõe uma dura realidade para os pacientes que dependem de um novo órgão em 2020. De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes, a taxa de doadores efetivos caiu 6,5% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2019.

Quando se confrontam os números de doadores no primeiro e no segundo trimestres de 2020, a queda é ainda mais expressiva: 26,1%.

Incentivo e informação

  • O que preciso fazer para ser um doador?

É preciso avisar a família sobre o desejo de se tornar um doador após a morte. Não é necessário deixar a vontade expressa em documentos. Basta que a família atenda ao pedido e autorize a doação.

  • Quais órgãos podem ser obtidos de um doador falecido?

Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, valvas cardíacas, pele, ossos e tendões. Um único doador pode salvar inúmeras vidas.

  • Para quem vão os órgãos?

Os órgãos vão para pacientes que necessitam de transplante e estão aguardando em uma lista de espera unificada estadual. Caso não existam receptores no estado, o órgão é ofertado à Central Nacional de Transplantes.

A posição na lista de espera é definida por compatibilidade, gravidade do quadro e tempo de espera na lista.

 

Fonte: Diário da Manhã - Passo Fundo

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